Edition:
2
Publisher:
Sinais de Fogo
Year:
2013
Pages:
135
Inside this book
Samples
  • Prefácio
    Falar de relacionamentos é complicado. Falar de amor (talvez a palavra mais bonita que existe, mas também a mais gasta) ainda mais. Se o amor se escreve no plural, como fazer o outro feliz se cada um de nós procura apenas a sua própria felicidade? É uma pergunta simples, que este livro não responde, mas que dá muitas e valiosas dicas.
    Aos 39 anos já aprendi que não existem fórmulas perfeitas, príncipes encantados ou milagres. Mas existem caminhos que podem levar um casal à felicidade. Caminhos que podem ser aprendidos, que podem ser praticados.
    Ninguém consegue fazer o outro feliz sem antes ter encontrado a sua felicidade interior, a sua paz, a sua confiança. Não há um outro que nos faça felizes. Conhecer-nos interiormente, a todos os níveis, saber o que se quer e principalmente o que não se quer é o ponto de partida. A experiência trás maturidade desde que se aprenda com os erros dos passado e nunca se leve os problemas das relações falhadas para um novo relacionamento.
    A vida tem-me provado que a transparência ajuda a criar laços mais profundos, mais duradouros, mais sinceros. Principalmente em relação ao que esperamos da vida e ao que ela nos pode dar.
    Os dilemas entre homens e mulheres continuam por muito que o mundo tenha evoluído. Aliás, as profundas transformações sociais nos últimos tempos, tornou os relacionamentos ainda mais difíceis. Temos mais meios para comunicar uns com os outros, mas partilhamos cada vez menos o que sentimos. As mulheres passaram a ser mais exigentes e assumiram na sociedade um papel bastante activo e altamente competitivo em relação aos homens, mas estes continuam a ser conservadores - apesar de dizerem que sim, que adoram uma mulher “independente”. Independente, desde que ela lhe faça a comida, tome conta dos filhos e da casa. Poucos são os homens que falam verdade e que não continuam a esperar delas o reflexo do que as suas mães foram eles.
    Prometi a mim mesma que não iria falar mal dos homens no prefácio, até porque eles não são os culpados, nós é que os habituamos muito mal. Agora que deixámos de ser o sexo fraco (acho que nunca o fomos), passámos de “presas” a “predadoras”, mas com charme e elegância reforçados, e não nos satisfazemos com qualquer um. Tornámo-nos exigentes, sem perder o nosso carácter e a nossa força. É bom que os homens nos acompanhem, e este livro certamente ajudará.
    Será então impossível fazer uma mulher moderna feliz e realizada? Nunca! Continuamos e continuaremos sempre a ser mulheres, mesmo com calças e em viagens de negócios intercontinentais. Continuamos com hormonas, com desejo, sobretudo com amor. Por vezes inseguras outras, confesso, manipuladoras. Mas de uma coisa é verdade - uma mulher realizada, amada e desejada, vai dar tudo o que tem dela a quem lhe proporcionar esses momentos. Um homem que souber ouvir, sentir e valorizar uma mulher, vai ter tudo o que quiser dela.
    Às vezes somos um pouco neuróticas e complicadas. É verdade. Mas só queremos amar e viver felizes para sempre de preferência com o mesmo parceiro, desde que nunca se perca a intimidade, a brincadeira, a inocência, algum mistério, a sedução. Digo-o na primeira pessoa, que durante anos procurei quem me entendesse e partilhasse a minha essência. Ao finalmente encontrar, não tenho dúvidas que a minha vontade de dar, de seduzir, de ser desejada é muito maior do que quando me sentia apenas mais uma num momento sem sentido.
    Uma relação, uma intimidade não pode ser nunca um monólogo ou uma conversa muda. “Gosto disto”, “prefiro assim”, “e tu estás bem?”, “estás a gostar” etc é o caminho para qualquer final feliz, em qualquer momento do dia. Agradar é tão bom quanto dar presentes e recebe-los a dobrar.
    “A Arte de Fazer Amor”, nunca será para todos, porque há homens que continuam a achar que a sua masculinidade é medida pelas acrobacias feitas na cama, pela velocidade dos seus movimentos, como se tratassem das olimpíadas do sexo e houvesse sempre um júri presente pronto a pontuar. Mas o homem que quiser realmente conhecer uma mulher e a melhor forma de a seduzir, desejar, de entender que isto tudo é muito mais do que o físico e que pode ser “do outro mundo” e dar-nos a certeza que o paraíso existe.
    Ao ler este livro maravilhoso sobre pessoas, humanas que sentem, que querem gostar, sentir, provar, provocar, qualquer homem vai entender que o que a mulher procura é diferente dele, que a forma como gostamos pode ser um pouco mais intenso, mais emocional, que a nossa fonte de desejo é mais intensa e misteriosa, que o nosso corpo reage de maneiras diferentes ao toque, ao olhar, ao sabor, ao som e que se descobrirem os nossos “pontos fracos”. Ao lê-lo vão conseguir que as desculpas das dores de cabeça passem a mitos urbanos e que o nosso papel se torne mais “activo”. Se nos souberem compreender seremos sobretudo mais Mulheres que nunca.
    Eu adoro ser mulher em todos os sentidos possíveis e para mim é importante que a pessoa que esteja comigo saiba tirar todo o proveito da minha sedução, elegância, feminilidade, prazer, tentação, criatividade e carinho.
    Obrigada Armando por este oportunidade de escrever o prefácio e tenho a certeza que com este livro farás muitas mulheres felizes e por arrasto os homens também. Vais aumentar muitas auto-estimas e embelezar muitas pessoas, porque todos os assuntos tocados no livro fazem muito bem à pele, à alma, ao coração.
    Beijinhos e sejam felizes

    Sofia Novais de Paula
    Coordenadora do blog Diário de um Batom (http://diariodeumbatom.com/)
    Prefacio_asv.pdf (36.2 KB)